"... a sociedade burguesa, de por si mesma, gera o crime, tem origem no crime e conduz a ele (...) talvez porque a sociedade burguesa seja, em resumo, uma sociedade criminosa?"
Ernest Mandel(1923-1995)
Existem inúmeras “possíveis soluções” na teoria para amenizar os resultados da violência “urbana” (urbana entre aspas porque já faz um bom tempo que tráfico de drogas, assaltos e etc já estão presentes também nas zonas rurais), no entanto as soluções parecem só ficar na teoria, visto que na prática é cada vez maior o índice de violência. É comum acompanharmos ou até mesmo presenciarmos cenas de assaltos seguidos de morte, de seqüestros e muitos outros casos que apresentam uma relação direta ou indireta com o tráfico de drogas.
No meio do fogo cruzado, dessa guerra do tráfico, aparentemente sem fim, estão os usuários. Os tais são vistos na maioria das vezes como apenas doentes e inocentados. Ora, pois será que aquele que se arrisca para comprar drogas e faz uso delas deve realmente ser tratado como um inocente? Bem, não quero dizer que o dependente químico não é realmente um doente, sim, ele é, mas, o objetivo é chamar à atenção para as conseqüências que a sua atitude desencadeia dentro da sociedade.
É preciso encarar o “Diga não as drogas” como algo mais sério, além do malefício que elas proporcionam ao usuário e sua família, servem para fortalecer o tráfico e a conseqüente violência, que assola a vida de muitas pessoas de bem. “Se o armamento é forte o estrago é grande, o culpado é quem pagou a conta”.
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