sábado, 17 de julho de 2010

A Sociedade e o Crime – Financiando a Violência

"... a sociedade burguesa, de por si mesma, gera o crime, tem origem no crime e conduz a ele (...) talvez porque a sociedade burguesa seja, em resumo, uma sociedade criminosa?"

Ernest Mandel(1923-1995)


Existem inúmeras “possíveis soluções” na teoria para amenizar os resultados da violência “urbana” (urbana entre aspas porque já faz um bom tempo que tráfico de drogas, assaltos e etc já estão presentes também nas zonas rurais), no entanto as soluções parecem só ficar na teoria, visto que na prática é cada vez maior o índice de violência. É comum acompanharmos ou até mesmo presenciarmos cenas de assaltos seguidos de morte, de seqüestros e muitos outros casos que apresentam uma relação direta ou indireta com o tráfico de drogas.
No meio do fogo cruzado, dessa guerra do tráfico, aparentemente sem fim, estão os usuários. Os tais são vistos na maioria das vezes como apenas doentes e inocentados. Ora, pois será que aquele que se arrisca para comprar drogas e faz uso delas deve realmente ser tratado como um inocente? Bem, não quero dizer que o dependente químico não é realmente um doente, sim, ele é, mas, o objetivo é chamar à atenção para as conseqüências que a sua atitude desencadeia dentro da sociedade.
É preciso encarar o “Diga não as drogas” como algo mais sério, além do malefício que elas proporcionam ao usuário e sua família, servem para fortalecer o tráfico e a conseqüente violência, que assola a vida de muitas pessoas de bem. “Se o armamento é forte o estrago é grande, o culpado é quem pagou a conta”.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Estrelas que Matam

Nos últimos dias conferi pela TV, a reportagem completa sobre o caso do goleiro do Flamengo, Bruno. Caso esse em que ele era o principal suspeito pelo o desaparecimento e a morte de uma jovem, Eliza. Ela por sua vez, havia sido sua amante e teve um filho com ele. Muitas especulações pairaram na mídia, até que hoje, o crime parece se aproximar do fim: Bruno foi realmente o responsável pela morte da jovem.
Esse episódio do goleiro Bruno, tem sido muito explorado pela mídia e causado espanto em todo o Brasil, traz a tona outros casos que o nosso país já acompanhou envolvendo verdadeiras celebridades e assassinatos. Além do pavor que geram assim como outros crimes hediondos, os crimes promovidos por personalidades conhecidas provocam também inúmeras reações que se alternam entre decepção e indignação.
A violência humana parece não ter fim. Em alguns casos semelhantes ao de Bruno, “a ocasião faz o ladrão” pessoas como Dorinha Duval, (atriz assassina do próprio marido, o cineasta Paulo Sérgio de Alcântara) se deixaram levar pelo ódio, posterior a uma grande briga entre o casal. No caso do jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, que matou sua namorada e também jornalista Sandra Gomide o ciúmes e uma suposta traição foi o suficiente. E infelizmente, muitos outros casos seguem o mesmo perfil, como por exemplo a do Guilherme de Pádua, ator, que matou a também atriz, Daniella Perez.
Afinal leitores : O que leva ao homicídio? O que faz o “mocinho”se transformar em monstro? Inúmeras indagações podem ser produzidas diante de uma situação dessas. Alguns psicologos apontam marcas na infância e outros fatos ocorridos na vida do criminoso como possíveis responsáveis pelo descontrole que gera a tamanha violência. Porém, na maioria das vezes, vale ressaltar que, acontecimento nenhum anterior na vida de alguém deve servir como justificativa para um homicídio. Aliviaria sim, em caso de uma "defesa" o que não ocorreu em nenhum dos casos já comentados.
Dentre muitas, uma preocupação paira agora diante de um crime desses. É sem dúvidas, se a justiça será devidamente aplicada. No caso Pimenta Neves, até hoje, praticamente dez anos depois do crime, o real culpado ainda não responde como deveria: preso.